A reciclagem de alumínio no Brasil é uma atividade muito antiga e se confunde com a implantação da indústria do alumínio. Na década de 20, data dos primeiros registros de produção de utensílios de alumínio no país, o setor utilizava como matéria prima a sucata importada de vários países. Nos anos 90, com o início da produção das latas no Brasil, a reciclagem do metal foi intensificada, registrando volumes cada vez maiores.
A sucata de alumínio pode ser empregada na fabricação de itens para vários segmentos, como os de embalagens, construção civil, indústria automotiva, indústria siderúrgica e bens de consumo (cinzeiros, porta-lápis etc). Essa é a grande vantagem do alumínio, que sai da cadeia depois de utilizado e pode ser reaplicado em diferentes segmentos, gerando ganhos para todo o ciclo.
Em 2010, o Brasil reciclou 439 mil toneladas de alumínio. A relação entre este volume e o consumo doméstico de alumínio indica um percentual de 33,8%, que é superior a média mundial de 27% (base 2009). Na reciclagem de latas de alumínio para bebidas, em 2010, o País reciclou 239,1 mil toneladas de sucata, o que corresponde a 17,7 bilhões de unidades, ou 48,5 milhões por dia ou 2 milhões por hora. Pelo décimo ano consecutivo, o país lidera a reciclagem de latas de alumínio para bebidas, entre os países em que a atividade não é obrigatória por lei – como no Japão, que em 2010 reciclou 92,6% de latas; Argentina (91,1%) e Estados Unidos (58,1%) – e entre países europeus, cuja legislação sobre reciclagem de materiais é bastante rígida, e apresentaram um índice médio de 64,3% (dados de 2009).
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