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Consumo doméstico e exportações de alumínio mantêm crescimento
Mercado interno absorveu 837,6 mil toneladas, novo recorde da indústria, enquanto os embarques para o exterior cresceram 11,6%, com 1070,8 mil toneladas
A Associação Brasileira do Alumínio - ABAL apresenta os números referentes a 2006, que comprovam a existência de um mercado potencial para o alumínio. Segundo a associação, os resultados conquistados nos últimos anos, para consumo doméstico e exportações, confirmam o crescimento do setor.

Em 2006 o consumo doméstico de produtos transformados de alumínio foi de 837,6 mil toneladas, resultado 4,4% superior ao ano anterior. Os setores que mais contribuíram para esse crescimento foram os de extrusão - que aumentou 6,5%, por conta da redução de impostos da cesta básica da construção civil -, chapas e lâminas (+ 4,5%) e fundidos (+5,6%). O volume total de consumo interno corresponde a um novo recorde da indústria do alumínio, que tem investido continuamente em tecnologia e na melhoria de seus processos.

Para 2007, a ABAL prevê um aumento de 5,3% no consumo doméstico de transformados, alcançando o volume de 882,4 mil toneladas. Os setores responsáveis por esse crescimento serão o de extrusão (+8%) - graças ao ambiente favorável à construção civil, com o anúncio do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) -; de folhas (+6,8%) e de chapas e lâminas (+3,9%).


Consumo Doméstico de Produtos
Transformados de Alumínio
Unidade: 1000 t
Composição
Ano
Variação (%)
2006 / 2005
2005
2006
2007 (p)
2006/2005
2007/2006
Chapas e lâminas
297,3-
310,7-
322,8-
4,5-
3,9-
Folhas
70,7-
72,3-
77,2-
2,3-
6,8-
Extrusão
128,4-
136,8-
147,8-
6,5-
8,0-
Fios e cabos
85,1-
86,8-
91,3-
2,0-
5,2-
Fundição
149,3-
157,6-
165,1-
5,6-
4,8-
23,0-
24,4-
24,4-
6,1-
0,0-
Destrutivos
37,7-
36,9-
41,6-
-2,1-
12,7-
Outros
10,8-
12,1-
12,2-
12,0-
0,8-
TOTAL
802,3-
837,6-
882,4-
4,4-
5,3-

"A indústria do alumínio fez seu papel, investiu em tecnologia e capacidade produtiva e dedicou esforços para aumentar as exportações de produtos com maior valor agregado, mesmo com a moeda apreciada. Alerto, entretanto, para a crescente invasão de produtos importados manufaturados contendo componentes de alumínio, como eletroeletrônicos e bens de consumo, que trará impactos negativos para a indústria e para os níveis de emprego do setor", ressalta o presidente da ABAL Luis Carlos Loureiro Filho.

Balança Comercial

Em 2006 as vendas para o mercado externo chegaram a 1.070,8 mil toneladas, expressivos 11,6% de crescimento. Em valores (FOB), a quantidade comercializada corresponde a US$ 4.313 milhões, ou 3,1% do total das exportações brasileiras no período. O aumento em 11,1% no embarque de produtos transformados merece registro. Para 2007 a previsão é que as vendas externas cheguem a US$ 4.620 milhões (FOB).

O saldo entre as exportações e importações de alumínio e de seus produtos foi de US$ 3,67 bilhões (FOB) em 2006. Esse valor corresponde a 8% do saldo da balança comercial brasileira.


Balança Comercial Indústria do Alumínio
(Milhões US$ FOB)

Ano/2006
Exportação
Importação
Saldo
Brasil
137.470
91.384
46.086
Indústria do Alumínio (1)
4.313
644
3.669
Participação (%)
3,1
0,7
8,0
Ano/2005
Exportação
Importação
Saldo
Brasil
118.308
73.605
44.703
Indústria do Alumínio (1)
2.934
500
2.434
Participação (%)
2,5
0,7
5,4
Variação 2006/2005
Exportação
Importação
Saldo
Brasil
16,2%
24,2%
3,1%
Indústria do Alumínio (1)
47,0%
28,8%
50,7%
Nota: (1) Alumínio e seus produtos, incluindo Bauxita a Alumina


Alumínio Primário

A produção nacional de alumínio primário, por sua vez, também fechou o ano com volume recorde, atingindo a marca histórica de 1.603,6 mil toneladas - contra 1.497,6 mil toneladas de 2005 -, o que corresponde a aumento de 7,1% em relação ao ano anterior, resultado de investimentos para expansão e melhorias técnicas, realizados pela indústria. Para 2007 a perspectiva é de crescimento mais moderado (+3,4%), totalizando 1.658,3 mil toneladas do metal.


Publicado em: Abril/2007
Fonte: ABAL - Associação Brasileira do Alumínio
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