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Apresentação dos representantes das indústrias de transportes e do alumínio |
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A Associação Brasileira do Alumínio - ABAL realizou, no dia 27 de abril, o "Workshop 2006: Alumínio em transportes", que contou com a participação de mais de 110 pessoas representantes das indústrias de transportes e alumínio. A intenção foi incentivar o contato entre os dois setores e promover a troca de informações para que o uso do metal seja estimulado em caminhões, ônibus e implementos rodoviários. A abertura do evento contou com a presença do presidente da ABAL, Luis Carlos Loureiro Filho; do coordenador do evento e do Comitê de Mercado de Transportes da ABAL, Ayrton Filleti; do diretor da Associação Nacional dos Fabricantes de Implementos Rodoviários (ANFIR), Rafael Wolf Campos; do presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Carroçaria para Ônibus (FABUS), José Antônio Fernandes Martins; e do representante da Cámara Argentina de La Industria Del Aluminio y Metales Afines (CAIAMA), Carlos Castellano. Para o presidente da ABAL, Luis Carlos Loureiro Filho, essa iniciativa também é essencial para o Brasil aumentar as exportações de produtos de alumínio. "Nós suprimos bem a atual demanda interna, mas ainda há um largo espaço para o nosso crescimento. Devemos investir no mercado interno e desenvolver as exportações. Para isso, é preciso direcionar os investimentos para produtos de alumínio com maior valor agregado, e não só o metal primário", disse. Em 2005, o consumo doméstico de alumínio pela indústria de transportes foi de 210 mil toneladas, um crescimento de 12% em relação ao ano anterior. O setor é hoje o segundo maior usuário do metal no Brasil. Segundo o diretor da ANFIR, Rafael Wolf Campos, a indústria de transportes vai se voltar cada vez para o uso do alumínio por conta do crescente controle da sobrecarga por parte do governo. "Isso irá gerar a pesquisa de novas tecnologias e produtos, porque o alumínio diminui consideravelmente o peso de caminhões e ônibus", afirmou. Carlos Castellano, Presidente da Subcomissão de Ciência, Tecnologia e Capacitação da CAIAMA, ressaltou que um caminhão tanque pode ter uma redução de peso de até três toneladas com o uso do alumínio. Para Campos, as entidades que representam esses setores devem iniciar pesquisas que mostrem os benefícios em médio prazo da aplicação do alumínio. "O que existe hoje em dia são pesquisas pontuais de algumas empresas, mas é necessária uma apuração profunda, cujos resultados possam ser divulgados pelas associações representativas", defende. O presidente da FABUS, José Antônio Fernandes Martins, afirmou que o aumento do uso do alumínio é uma tendência que já vem se delineando há tempos. O Brasil produz 26 mil ônibus por ano, dos quais exporta cerca de 40% e, para Martins, o alumínio "diminui o peso da carroçaria, que permite transportar mais passageiros, além de reduzir o consumo de combustível e pneus e facilitar a manutenção", explica. "Quando um ônibus que usa fechamento de aço se acidenta pela manhã, o veículo fica dias na garagem. No entanto, se for de alumínio, logo à tarde estará na rua", exemplifica. Melhores momentos Nas apresentações, representantes da indústria do alumínio e de transportes citaram cases de sucesso na implantação do alumínio neste segmento e mostraram os caminhos por onde a aplicação do metal poderá ser ampliada. Ayrton Filetti abriu a programação de palestras fazendo uma contextualização do uso do alumínio na indústria de transportes. O coordenador do Comitê de Mercado de Transportes da ABAL mostrou que o custo do alumínio em relação ao aço deixa, pouco a pouco, de ser uma barreira. "Cada vez mais os valores se equivalem, pois o custo-benefício do alumínio é muito mais vantajoso em diversas aplicações desse setor", ressaltou. O uso do alumínio em ônibus foi o tema da Marcopolo, uma das principais fabricantes de carroçarias de ônibus do mundo. Maurício Rizzoto, consultor de Marketing da empresa falou sobre novos desenvolvimentos com o uso do alumínio e das experiências européias na ampliação do uso deste metal nas estruturas e acabamentos de ônibus urbanos e rodoviários. Em seguida, Caio Rebello, assistente de Marketing da Randon S.A. Implementos e Participações, falou sobre as aplicações do alumínio em implementos rodoviários. Rebello ressaltou as vantagens do metal para esse tipo de utilização e mostrou as linhas da empresa que usam o alumínio. O tema foi finalizado com a palestra de Enrique Ernesto Sagripanti, gerente geral da Boreal S.A. / Heil Trailler International S.A., que apresentou a experiência Argentina com o uso de alumínio em transportadores de combustível e outros implementos rodoviários que utilizam o metal. Para fechar o evento, o painel Empreendimentos Rodoviários e Legislações Internacionais sobre o Uso do Alumínio em Transportes trouxe especialistas para discutir qual a real influência das diversas legislações ambientais ou de segurança no aumento do uso do alumínio neste segmento. Participaram do debate Carlos Castellano, presidente da Subcomissão de Ciência Tecnologia e Capacitação da CAIAMA; Chequer Jabour Chequer, coordenador do Instituto de Pesquisas Rodoviárias do Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (DNIT); Elmar Pereira de Mello, supervisor de Pesquisa em Operação Rodoviária do DNIT; Elivelto Gadioli, representante da Gerência de Abastecimento e Transportes da Petrobras e o membro da Comissão de Estudos de Produtos Laminados do Comitê Brasileiro do Alumínio (ABNT/CB-35), Antonio Carlos Assis.
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