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Em 1917, surgiu a Companhia Paulista de Artefatos de Alumínio
(CPAA), que registrou a marca Rochedo e iniciou a fabricação
de placas fundidas para automóveis. Na década
de 1930, a O. R. Muller, instalada em São Paulo,
consolidou-se no ramo de produção de bisnagas
de alumínio, utilizando matéria-prima importada.
De fato, a incipiente indústria de transformação
era totalmente dependente das importações
do produto primário.
As primeiras referências sobre a bauxita
no Brasil estão nos Anais de 1928 da Escola de Minas
de Ouro Preto e nessa época ocorreram duas iniciativas
concorrentes para implantar a produção de
alumínio: a da Elquisa - Eletro Química Brasileira
S/A, de Ouro Preto (MG) e a da CBA - Companhia Brasileira
de Alumínio, de Mairinque (SP). Tais registros apontam
que nesse período os primeiros quilos de alumínio
primário foram produzidos no Brasil graças
à perseverança de alguns empresários
pioneiros, porém insuficientes para atender à
demanda.
A Elquisa teve dificuldades
de comercialização devido ao excesso de produção
mundial de alumínio. Apenas em 1938, com o apoio
do governo Vargas, começou em definitivo a produção
do metal em Ouro Preto. Porém, sua primeira utilização
para a produção de alumina e alumínio
no País, em escala industrial, aconteceu em 1944,
durante a 2ª Grande Guerra Mundial, consolidando a
indústria no Brasil. Tal iniciativa partiu do grande
empreendedor Américo Giannetti, que deu início
à promissora história de uma indústria
que, década após década, apresentaria
uma evolução impressionante.
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1º lingote de alumínio
produzido pela Eletro Química Brasileira em
Ouro Preto - MG
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Em junho de 1950, a Elquisa foi adquirida pela Aluminium
Limited do Canadá - Alcan, tornando-se assim a primeira
empresa multinacional a participar do mercado brasileiro,
produzindo não só o alumínio primário,
como produtos transformados de alumínio.
A Companhia Brasileira de Alumínio - CBA,
fundada em 1941, contava com as reservas de bauxita de Poços
de Caldas, mas sua unidade industrial para a produção
de alumínio primário acabou sendo localizada
na área de Rodovelho, próxima de Sorocaba,
onde a disponibilidade de energia elétrica e o combustível
(lenha) eram mais abundantes. A empresa paulista foi uma
das pioneiras que permaneceu até hoje.
Uma outra empresa que possui hoje uma posição
de destaque na indústria transformadora de alumínio
é a atual Laminação de Metais Clemente,
fundada na década de 1940.
Em 1983, o Brasil passa de grande importador a um dos principais
exportadores mundiais, graças aos grandes e contínuos
investimentos das empresas do setor. Três anos depois,
o país torna-se o quinto produtor mundial de alumínio
primário.
Esses são apenas alguns dos resultados da união
dos produtores primários e transformadores em torno
de foro que na década de 70 levou à fundação
da Associação Brasileira do Alumínio
(ABAL) para discutir e conciliar os interesses comuns,
com representação junto ao governo e à
comunidade.
A Alcoa - Aluminium Company
of América -, empresa americana líder e mundial
do setor, estabeleceu representação no Brasil
em 1915 e iniciou operações comerciais somente
em 1940. A Alcoa se interessou pelo mercado brasileiro apenas
no início da década de 60, quando adquiriu
a Companhia Geral de Minas, detentora de jazidas de bauxita
em Poços de Caldas (MG).
A instalação da primeira "redução"
da Alcoa, em Minas Gerais, destinou-se a produzir alumínio
para o mercado interno no período entre 1967 e 1970,
o que coincidiu com a descoberta das grandes reservas comerciais
de bauxita na Amazônia pela Alcan em 1967. Nesse período,
a ALCAN criou a Mineração
Rio do Norte S. A., a qual posteriormente foi assumida
pela CVRD com uma participação de 41%, ALCAN
(19%), CBA (10%) e mais seis empresas internacionais (Reynolds,
INI, RTZ, ASV, Norsk e Billiton), cada uma delas com 5%.
Em 1978, um acordo entre os governos brasileiro e japonês,
com a participação da Companhia Vale do Rio
Doce, estabeleceu a Alunorte.
A operação iniciou-se quase vinte anos depois,
em 1995, devido à crise no mercado mundial. Atualmente
a empresa é auto-geradora de energia elétrica.
A Valesul Alumínio S.A.
foi a quarta empresa produtora de alumínio primário
no Brasil e passou a operar em janeiro de 1982, por iniciativa
da CVRD - Cia Vale do Rio Doce, empresa estatal de mineração
de ferro, e da Billiton Metais S.A., então subsidiária
do Grupo Shell. A presença da Valesul permitiu substituir
as importações brasileiras de alumínio,
que experimentavam crescimento acentuado àquela época.
Em 1981, a Billiton Metais S.A., hoje BHP
Billiton, engajou-se no projeto da Alcoa (já
com o nome de Alcoa Alumínio S.A.), destinado à
produção de alumina e exportação
de alumínio primário em grande escala, transformando-o
no Consórcio de Alumínio do Maranhão
- Alumar, que iniciou suas
operações em 1984.
Enquanto isso a Aluvale
- Vale do Rio Doce Alumínio - dava andamento aos
estudos de viabilidade do projeto Albras (consórcio
entre NAAC - Nippon Amazon Aluminium Co Ltd. e CVRD - Companhia
Vale do Rio Doce), no qual estava previsto inclusive a construção
de Tucuruí. O início de operação
da Albras deu-se em 1985.
Essas são as empresas que hoje compõem o cenário
brasileiro da indústria do alumínio, quer
seja na extração da bauxita, no seu beneficiamento
e produção de alumina e alumínio primário.
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