
Baseando-se em estudos científicos, a Food and Drug Administration (FDA), dos Estados Unidos, órgão oficial de saúde que avalia e regulamenta o uso de alimentos e drogas para o consumo da população, classificou o alumínio na categoria dos produtos GRAS - Generally Recognized as Safe, cuja tradução é Produtos Reconhecidos como Seguros, podendo ser amplamente utilizado, por exemplo, em utensílios domésticos, desodorantes, medicamentos, em embalagens de alimentos, entre outras.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) vinculada ao Ministério da Saúde, está divulgando em seu site (http://www.anvisa.gov.br), na seção "Perguntas Freqüentes - Alimentos", uma série de respostas para as dúvidas mais freqüentes sobre o alumínio, seu uso e sua relação com a saúde humana.
Na resposta à pergunta sobre a toxicidade do alumínio para o organismo, por exemplo, a Anvisa deixa claro que o alumínio - "um dos metais mais abundantes na crosta terrestre" - e seus compostos "são muito pouco absorvidos pelo organismo" e que o corpo humano "apresenta uma barreira (intestinal) ao alumínio ingerido, reduzindo sua absorção".
Outra questão que tem sido feita freqüentemente é sobre os riscos para a saúde do uso de panelas, latas de bebidas e shampoo com alumínio. Os questionamentos são relativos a doenças como mal de parkinson, que poderiam ser causadas pela ingestão de resíduos do metal em alimentos. A Anvisa esclarece que “o comitê internacional de avaliação de riscos de contaminação em alimentos ligado à Organização Mundial de Saúde, o JECFA, divulgou dados, em 2007, sobre o alumínio. O JECFA concluiu que os compostos de alumínio têm um potencial efeito no sistema reprodutivo e nervoso. Assim, estabeleceu uma ingestão diária aceitável de 1 mg/kg de peso corpóreo, ou seja, uma pessoa de 60 kg poderia ingerir 60 mg de alumínio por dia, sem causar efeitos nocivos à saúde. O alumínio está presente naturalmente nos vegetais, frutas, produtos de origem animal e na água. Diariamente, uma pessoa sadia ingere Alumínio através da comida e da água variando de 8 a 9 mg/dia. Esta quantidade é bem menor do que aquela preconizada pelo JECFA como máxima tolerável.”
Cabe à Anvisa avaliar a exposição periodicamente, ou seja, avaliar a possível quantidade de alumínio ingerida por todas as fontes de exposição e verificar se ultrapassa ou não os níveis de segurança. Caso estes valores sejam ultrapassados, medidas adicionais para gerenciar esse risco deverão ser tomadas.
Definida como "uma rica fonte de informações, que pode auxiliar o desenvolvimento de seus trabalhos e atividades", a seção "Perguntas Freqüentes" do site da Anvisa é dirigida especialmente a estudantes, técnicos e profissionais da área de vigilância sanitária.
Fonte: http://www.anvisa.gov.br
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