Content on this page requires a newer version of Adobe Flash Player.

Get Adobe Flash player

a
a
 
a



patrocinio
 


Nova legislação incentiva uso do alumínio

Para produzir um motor que atendesse às normas do Proconve P7, a Mercedes-Benz utilizou alumínio fundido em três componentes que antes eram de aço e ferro fundido

Alexandre Akashi

Desde 1º de janeiro, os caminhões e ônibus produzidos no Brasil devem atender uma nova legislação ambiental, em respeito à fase P7 do Proconve – Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores, estabelecido pelo Conama – Conselho Nacional de Meio Ambiente, similar ao Euro 5, na Europa. Em linhas gerais, reduz drasticamente o nível de emissões de CO2, e principalmente de NOx e material particulado (popularmente conhecido como fumaça preta).

Fato é que as montadoras instaladas no Brasil são multinacionais, com atuação principalmente na Europa. Assim, as tecnologias empregadas nos veículos que começam a ser vendidos em abril não são necessariamente novas, uma vez que o Euro 5 já existe no Velho Continente desde 2009. Em tempo: a produção começou em janeiro, mas as vendas iniciam obrigatoriamente em 1º de abril, período necessário para a rede concessionária renovar os estoques.

Mas, ainda assim, os caminhões e ônibus que começam a ser vendidos agora são novidades para o transportador brasileiro e todos os envolvidos direta e indiretamente nesta atividade. De acordo com as montadoras, para atender à nova legislação, os veículos ficaram mais eficientes, ganharam potência, torque e ficaram mais econômicos.

Porém, não ficaram mais leves, pelo contrário, ganharam peso, cerca de 150 kg, pois houve o incremento de um novo sistema, chamado pós-tratamento de gases SCR (Selective Catalytic Reduction), que utiliza catalisadores e um tanque de líquido agente redutor (Arla 32), a base de uréia.

Alumínio
A principal mudança nos veículos para atender a legislação ocorreu nos motores, que foram reprojetados, na maioria dos casos. Assim, ganharam cilindrada, potência e torque, mas ficaram mais econômicos e eficientes. Como?

De acordo com Gilberto Leal, gerente de desenvolvimento de motores da Mercedes-Benz do Brasil, o alumínio teve papel fundamental neste processo, por ser mais sustentável, possibilitar redução de peso e permitir atingir a geometria necessária para peças como o coletor de admissão.

“Quando desenvolvemos os novos motores, descobrimos que o coletor de admissão precisaria ser de alumínio, pois a peça em aço e ferro fundido, como nos modelos anteriores, era impossível de se obter”, afirma Leal ao explicar que somente com alumínio fundido foi possível confeccionar a peça nas medidas e peso ideal para o bom funcionamento do motor.

 Motores Euro5 Merdeces-Benz: mais alumínio

Outros componentes em que o alumínio fundido foi utilizado são a carcaça do distribuidor e o carter de óleo. “Estimamos que os motores de hoje têm entre 30% a 40% de alumínio, o que representa de 10% a 15% do peso total do componente”, diz o engenheiro da Mercedes-Benz, ao afirma que o uso do alumínio poderia ser maior. “Os processos de fundição no Brasil ainda têm custo muito elevado, o que torna o uso em grande escala na indústria automotiva inviável, por enquanto”, diz. As palavras do engenheiro da Mercedes-Benz fazem refletir, pois uma vez que se atinge escala, os custos caem.

Leal sabe, no entanto, que um motor com mais partes em alumínio apresenta vantagens além das já citadas. “Se houvessem mais partes em alumínio, evitaria pintura em peças que hoje precisam disso para evitar ferrugem”, comenta.

SCR
De acordo com o engenheiro da Mercedes-Benz, até mesmo o sistema de pós-tratamento poderia utilizar tanques em alumínio, porém seria necessário evoluir o processo de proteção da chapa. “O Arla 32 e o alumínio são incompatíveis”, esclarece.

Em resumo, o Proconve P7 elevou o uso do alumínio nos motores de toda a linha de caminhões Mercedes-Benz. “A tendência é aumentar o uso, porém vai sofrer forte concorrência dos plásticos, que também surgem como alternativa ao aço e ferro fundido”, avalia Leal.

Outras
Já na MAN e na Iveco, as assessorias de imprensa das montadoras informaram que no processo de atualização dos modelos, o único novo componente de alumínio é o tanque de combustível.

“Em sua nova gama de produtos da linha ECOLINE, a Iveco aplicou alumínio no tanque de combustível dos veículos, que antes era produzido em material plástico. Por conta dessa alteração, não houve uma expressiva redução de peso na comparação entre os atuais produtos e os da geração anterior.”, informou a Iveco.

“O tanque de combustível do nosso caminhão MAN TGX tem de 150 a 200 kg de alumínio, dependendo do tamanho”, respondeu a MAN.


a
a
a

 

rodape

I