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Mesmo em colisões o alumínio apresenta vantagens

Cada batida no muro dói o coração, mas são nestes testes barulhentos e angustiantes que instituições como NCAP e CESVI BRASIL medem a segurança e a reparabilidade dos nossos carros

Alexandre Akashi

O carro mal sai da fábrica e bate de frente ao muro de concreto. Esta poderia ser o fim de uma história, de um motorista de pouca sorte, mas é assim que começam alguns dos mais importantes estudos de segurança automotiva e de reparabilidade dos automóveis produzidos e comercializados no Brasil.

São histórias distintas, mas que seguem receitas similares, ao menos na etapa inicial: bater o carro contra o muro. Aqui, a entidade que tem feito isso há mais tempo é o CESVI BRASIL, com objetivo de avaliar a reparabilidade dos veículos, para descobrir qual modelo apresenta menor custo de reparo, em caso de colisão.

Reparabilidade
Claudemir Rodriguez, analista técnico do CESVI BRASIL, responsável pela execução dos ensaios de impacto com foco na reparabilidade, explica que os veículos com crash-boxes de alumínio têm, em geral, melhor nota no ranking CAR Group, índice criado pelo instituto para identificar os automóveis mais fáceis e econômicos de reparar após uma colisão em baixa velocidade (15 km/h).

“Os modelos da PSA Peugeot-Citroën dispõem desta tecnologia e são sempre muito bem avaliados”, comenta Rodriguez. Um exemplo é o Citroën C3, que possui CAR Group 13, enquanto outros veículos da mesma categoria apresentam CAR Group 23 (Fiat Novo Palio). Quanto menor o número, melhor o índice. Já entre os sedans médios, destaque para Peugeot 408 (CAR Group 14) e Citroën C4 Pallas (CAR Group 17).

Tanto o Peugeot 408 quanto o Citroën C4 Pallas apresentam capô em alumínio. No Peugeot, há ainda reforços das portas feitos no metal, além do bloco do motor (na versão THP, 1.6l turbo). Na estética, o 408 vem também com soleira e pedaleiras feitos em alumínio.

Rodriguez acredita que conforme os novos projetos são desenvolvidos, as montadoras passarão a adotar mais crash-boxes de alumínio, pois trazem benefícios visíveis para o dono do carro, em situações que o descontentamento é maior: em caso de colisão. “A adoção de crash-box ainda é recente, mas é uma tendência, pois reduz significativamente os custos de reparo”, diz.

O especialista do Cesvi comenta ainda que existem crash-boxes de aço, porém ressalta que na experiência obtida nos mais de 300 crash-testes realizados, os de alumínio apresentam resultados mais satisfatórios. Segundo Rodriguez, a absorção do impacto é maior quando o componente é de alumínio e isso evita atingir outras peças, como longarina, radiador e, eventualmente, até o motor.

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 O alumínio absorve duas vezes mais a energia de impacto, em uma colisão,
 e oferece o dobro da resistência quando comparado ao aço.

“Também avaliamos a mão-de-obra necessária para realizar o reparo do veículo, assim, em muitos casos, é preciso tirar o motor para substituir uma longarina e isso representa maior tempo para efetuar o serviço”, explica Rodriguez.

Segurança
O exemplo acima mostra que um único componente faz diferença na reparabilidade do veículo. E para a segurança dos seus ocupantes? Sem dúvida que sim, mas, quando o assunto é este, o organismo que faz os estudos é outro.

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 Citroën C3: crash-boxes em alumínio aumentam a segurança e reduzem custos
 de reparo

Muito comum na Europa, Estados Unidos e Japão, os testes de segurança contra impactos do NCAP chegam a definir o sucesso ou não de um veículo no mercado. Por enquanto aqui no Brasil apenas alguns modelos passaram por esta avaliação, no recém-inaugurado Latin NCAP, porém nenhum deles com tecnologia de estrutura de alumínio.

O objetivo do NCAP é simples: promover a adoção por parte das montadoras de tecnologias que resultem em veículos mais seguros para os ocupantes e pedestres, assim como incentivar os governos a adotarem legislações mais rígidas neste sentido.

O alumínio como matéria-prima que absorve melhor o impacto é uma opção. Não é à toa que na Europa os modelos fabricados com estruturas e carroceria em alumínio têm melhor resultado nos testes, que são realizados a velocidade de 64 km/h contra um bloco imóvel adaptado com uma face de alumínio alveolar deformável. O uso da face de alumínio é para representar a natureza deformável dos carros, uma vez que o teste simula uma colisão de frente, com veículos de mesma massa.

Nos Estados Unidos, em 1998, o Audi A8 foi testado pela Agência Norte-Americana de Segurança de Tráfego (NHTSA – instituição parceira do Euro NCAP), de acordo com as normas do programa NCAP, e foi o único sedan de luxo na época que atingiu a posição máxima no ranking de segurança, com cinco estrelas para motorista e passageiro, tendo sido considerado o carro mais seguro do mundo. Sem dúvida o fato de sua carroceria ser 100% em alumínio foi fundamental para a obtenção do título.

Na mesma época, a Ford nos Estados Unidos realizou testes comparativos com o modelo Taurus, um em aço e outro de alumínio. Os resultados foram surpreendentes, uma vez que o modelo em alumínio apresentou melhor desempenho, com destaque para o resultado de medição de gravidade para as forças exercidas contra o peito, que no modelo em alumínio foi 37, contra 53 no feito em aço.

Hoje, na Europa e Estados Unidos, é seguro dizer que a maioria dos veículos cinco estrelas tem ao menos crash boxes de alumínio. Nos últimos três anos, a Euro NCAP realizou mais de 150 crash tests em modelos de 45 montadoras. Alguns dos veículos testados que receberam cinco estrelas são também comercializados no Brasil, como os Audi A1, A4, A6, Q3 e Q5, BMW Série 1, Série 3, Série 5, X1 e X3, Citroën C4 Picasso e C5, Land Rover Freelander, Mercedes-Benz Classe B, Classe C, Classe E, Classe M, GLK, Classe C Coupé, Mini Cooper Coutryman, Mitsubishi ASX e Lancer, Peugeot 3008, Range Rover Evoque, Renault Grand Scenic, e Volvo C30, V60 e XC60.

São modelos novos, que apresentam elevado índice de tecnologias de segurança embarcado, entre eles crash-boxes em alumínio, no mínimo, sendo que alguns modelos possuem ainda estrutura e partes de carroceria feitos no metal.

Entenda o CAR Group
O CAR Group é um ranking desenvolvido pelo CESVI BRASIL para comparar índices de reparabilidade de veículos de uma mesma categoria. Neste trabalho, são determinadas as facilidades e os custos de reparo dos veículos antes mesmo do seu lançamento comercial. Para tanto, são realizados crash-tests dianteiro e traseiro, que posteriormente são reparados sob criteriosa análise individual das peças envolvidas. É feito um cálculo que considera os custos da reparação dianteira e traseira, com os tempos de mão de obra necessários para a realização do serviço e a cesta básica de peças.

Com essas informações, o consumidor pode comparar, na hora da compra, dois modelos de veículos que lhe interessam. A tendência é que os modelos com melhor classificação no ranking também tenham valores de seguro mais vantajosos, já que o custo do reparo é utilizado como base para a tarifação de preços pelas seguradoras.

O nome deste ranking vem do fato de que os veículos são classificados em grupos. Em uma escala que vai de 10 a 60, quanto menor o número do grupo, melhores as suas características de reparabilidade.

 



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