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O alumínio será a alternativa

De acordo com Pedro Manuchakian, vice-presidente de engenharia de produtos da General Motors na América do Sul, esta é, por enquanto, uma visão de futuro, pois ainda é o momento de trabalhar a otimização do projeto das peças, antes de considerar o uso do alumínio

Alexandre Akashi

A Chevrolet é a terceira maior montadora de veículos no País, responsável pela comercialização, em 2011, de mais de 632 mil veículos de passeio e comerciais leves (picapes). Nos modelos vendidos no Brasil pela empresa de origem norte-americana, o alumínio representa entre 5% a 7% da massa do veículo, de acordo com Rita Binda, gerente de Engenharia de Materiais e Elementos de Fixação.

“O alumínio tem presença garantida nos automóveis do futuro da GM”, afirma Pedro Manuchakian, vice-presidente de engenharia de produtos da General Motors na América do Sul. “Um dia teremos de usar mais alumínio, não vai haver alternativa”, afirma o engenheiro, consciente de que precisa se manter competitivo no mercado, que no Brasil é caracterizado pela venda de modelos com baixo valor agregado.

Dessa forma Manuchakian justifica os baixos índices de utilização do alumínio nos modelos comercializados no País, e ainda afirma: “O alumínio é o último recurso. Primeiramente trabalhamos para aperfeiçoar o projeto, com estudos de alterações estruturais da peça para reduzir a massa”. Neste processo, a GM lança mão de softwares de análises de elementos finitos que permitem otimizar os componentes de acordo com as especificações de rigidez e maleabilidade de cada matéria-prima. Isso porque o alumínio tem custo inicial mais elevado em relação ao aço.

Ao todo, a Chevrolet comercializa 16 modelos no mercado nacionale, segundo Manuchakian 60% da produção é de veículos com até 1000 kg (Celta, Classic e Prisma). “De modo geral, os modelos mais novos como Cruze e Camaro são os que apresentam maior aplicação de alumínio em seus componentes”, diz a gerente de Engenharia, Rita Binda. Nestes dois modelos, o alumínio está nas rodas (de 17 e 20 polegadas, respectivamente) e no motor (cabeçote e cárter, no Cruze e bloco, cabeçote e cárter, no Camaro).

Rita conta que, apesar disso, o alumínio é uma matéria-prima presente em diversos componentes dos veículos da marca, como as já citadas rodas, cabeçote e suportes do motor, caixa de direção, carcaça e tampas da transmissão, radiador e racks.

Em resumo, a GM do Brasil ainda é uma montadora que pode evoluir muito no uso do alumínio nos modelos que comercializa. As novidades que chegam nesse segmento acompanham alguns dos movimentos mundiais da marca, como a Nova S10, que ganhou novo motor diesel, 2.8 litros turbo, com cabeçote e cárter feitos de alumínio.

Outro modelo em que o metal está presente no propulsor é o Captiva Sport Ecotec 2.4 litros, que tem cabeçote, bloco e cárter em alumínio, e o sedan compacto Cobalt, recém-lançado pela GM, que tem alguns componentes da caixa de transmissão F-17 em alumínio para reduzir ruídos e vibrações.

Futuro
As palavras do engenheiro-chefe da GM, Pedro Manuchakian, fazem sentido quando se busca competitividade em um mercado consumidor que mede o valor do produto pelo preço, sem se importar pela qualidade agregada e benefícios que a tecnologia proporciona. É importante lembrar que apesar de o Brasil ocupar a quarta posição mundial no ranking dos maiores mercados mundiais de vendas de automóveis, o comportamento geral é similar ao desempenho da GM: 60% de veículos com até 1000 kg.

Porém, existem benefícios que compensam o aumento inicial de custo, uma vez que as legislações ambientais estão cada vez mais apertadas, no mundo inteiro. A tecnologia do alumínio na redução do peso dos automóveis, que consequentemente resulta em menor emissão de gases poluentes, é um fato comprovado por diversos estudos, com vantagens muito superiores aos aços de alta resistência. Sem falar nas reduções de custo e peso indiretas – um motor em alumínio, por exemplo, é mais leve e menor do que um similar em ferro fundido e permite assim o uso de suportes e outros componentes de powertrain e carroceria mais leves e menos robustos, sem comprometer a performance.

Quando se fala em capôs, para-lamas e portas, o alumínio – que tem densidade 1/3 menor do que o aço –, mesmo sendo necessária a aplicação de uma chapa mais espessa, para compensar os níveis de rigidez, ainda traz vantagens na ordem de 40% a 60% dos aços de alta resistência, uma das principais matérias-primas concorrentes em painéis de fechamento.

Mas, não é somente no peso que o alumínio trás benefícios. Na segurança dos ocupantes, o alumínio apresenta a vantagem de absorver melhor impactos. E segurança é um assunto que está em pauta em todas as montadoras, uma vez que até 2014, 100% dos modelos comercializados no Brasil terão de sair de fábrica com freios ABS e airbags, para atender às resoluções Contran 311, de abril de 2009 (airbags), e Contran 380, de abril de 2011 (ABS).

Se por um lado já estão sendo feitos investimentos para adotar estes dois dispositivos, por que, então, não ampliar um pouco e oferecer ao consumidor algo a mais, como um capô de alumínio, que absorve melhor impactos e de quebra reduz o peso do componente em até 60% em relação ao similar em aço.


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