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Análise de ciclo de vida de blocos de motor e de parachoques são exemplos claros da importância do alumínio na produção de carros eficientes Ayrton Filleti, Coordenador do Comitê de Transportes da ABAL De acordo com dados de 2004 da Agência Internacional de Energia, em torno de 19% das emissões de gás estufa, basicamente CO2, são gerados no setor de transportes pelo processo de combustão do carbono. E a estimativa é que esse porcentual aumente, até porque as frotas de veículos da China, da Índia, do Oriente Médio e da América Latina serão ampliadas. A utilização da ferramenta Análise do Ciclo de Vida (ACV) começa a ser utilizada para avaliar quanto de emissão de CO2 um veiculo emite ao longo de toda sua vida. O Ciclo de Vida de um produto contabiliza todas as emissões de CO2 para sua fabricação, incluindo-se as emissões de CO2 na produção dos materiais que o compõe. Essa técnica é normatizada pela ISO (International Organization for Standardization) 14040, que define os critérios para a contabilidade das emissões. A ACV é bem ampla, medindo não somente as emissões de CO2, mas todas as demais emissões atmosféricas, efluentes líquidos e geração de resíduos no processo produtivo. A figura abaixo sintetiza a abrangência da Analise do Ciclo de Vida.
Particularmente a indústria do alumínio se vale da ACV para demonstrar a importância do uso do metal nos transportes, em substituição aos materiais ferrosos. A diminuição do peso do veículo é fundamental para melhorar o consumo de combustível e consequentemente minimizar as emissões. Esse fator tem um peso altamente relevante na emissão de CO2 ao longo da vida do veiculo. Os tópicos abaixo mostram o significativo benefício do uso de blocos de motor em alumínio substituindo os motores em ferro fundido. Esses dados foram suportados pela Análise do Ciclo de Vida do bloco do motor de um automóvel, avaliado para os dois metais. Diferença de massa (Al x ferro fundido): 14,6 kg Nessas condições, após rodar 200.000 km, o bloco de motor em alumínio proporciona uma redução de emissões de 328 kg de CO2 ao veículo, comparativamente à unidade com bloco em ferro fundido. Importante destacar que nesse cálculo foram computadas todas as emissões de CO2 decorrentes da fabricação dos blocos de alumínio e ferro fundido. A grande vantagem do metal não-ferroso é observada durante a fase de uso do automóvel, face a importante redução do peso do bloco do motor. Outro exemplo catalogado é a substituição do capô de aço por mesmo componente de alumínio. O peso do capô em aço é 17,5 kg e em alumínio é 10,1 kg, resultando numa diferença de 7,4 kg. O resultado da ACV para essa substituição, à semelhança da metodologia usada para o bloco do motor, mostrou, após a utilização de 200.000 km, uma redução de 130 kg CO2. Desta forma, a ACV se consagra como ferramenta importante para demonstrar os benefícios do uso do alumínio em transportes com o foco de reduzir a emissões de gás estufa. |
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