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Franqueadas com frota própria da Coca-cola ampliam seus parques de frotas e preferem, cada vez mais, carrocerias 100% em alumínio
Na Coca-cola, não são apenas as latinhas que vêm em alumínio. Os caminhões que transportam os refrigerantes da marca de bebidas mais famosa do mundo também levam carrocerias de liga leve, seja em parte de sua estrutura (baús híbridos) ou em 100% da caixa de carga, conforme determinação da empresa. “A escolha por um ou outro modelo é das transportadoras franqueadas e responsáveis pela distribuição dos produtos, mas como a carroceria pura em alumínio pode viver até duas gerações da híbrida, as empresas de frota própria tendem a preferir por essa versão”, diz Paulo Mendes, gerente de logística e customer service Coca-cola Company Brasil. Na Randon, fabricante de implementos rodoviários e uma das empresas homologadas pela Coca-cola para comercialização dos baús carimbados com a marca – ao lado da Fachini, as vendas de carroceria em alumínio até maio de 2008 cresceram 65% em relação a igual período de 2007. A expectativa é que essa proporção chegue a 90% até o fim do ano. “Esse aquecimento está sendo puxado pelas franqueadas da Coca-cola, que impulsionadas pelo mercado, estão ampliando e renovando suas frotas e padronizando em alumínio”, diz Augusto Pinto, coordenador comercial de linha leve e de atendimento a montadoras da Randon São Paulo. Além da alta durabilidade – de duas a três vezes superior às versões em aço, o baixo peso explica a preferência pelo metal não-ferroso. O gerente conta que as cargas transportadas por caminhões de 10 pallets correspondem exatamente à massa permitida para rodagem em vias urbanas. “Se opto por uma carroceria de aço – que, a depender do modelo, pode significar 2 toneladas a mais na pista – ultrapasso o limite permitido e aí vou precisar de mais caminhões”, diz Machado. Na opinião de Nelson Luis Argenton, gerente de frota da Vonpar Refrescos, franqueada da Coca-Cola no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, o baixo custo com manutenção dos implementos em alumínio é decisivo. “A carroceria roda durante a expectativa de vida de 15 anos sem necessidade de manutenção drástica. Se optasse por uma de aço, em 8 anos teria que fazer uma reforma completa”, diz. Para o gerente, outro diferencial é a facilidade de limpeza – fator de suma importância no transporte de bebidas, em que é comum que uma ou outra garrafa acabe estourando. “Como a coca-cola tem muito açúcar, o derramamento da bebida, ao longo do tempo, acaba corroendo o metal. Com alumínio, isso não acontece, porque ele é mais higiênico e, inclusive, mais resistente a produtos de limpeza”, conta. Por fim, Argenton ressalta o design do baú. “Como não tenho problema de ferrugem, a apresentação da carroceria, a imagem dela, se mantém moderna, como a coca-cola”. Mais economia A otimização do uso de combustível e de peças motivaram a CIAL - Companhia Alagoana de Refrigerantes, engarrafadora e distribuidora dos produtos da Coca-Cola em Alagoas, Sergipe e parte da Bahia –, a adquirir 17 caminhões com baús rebaixados em alumínio e capacidade de 8 e 6 pallets, num investimento, só para caixa de carga, superior a R$ 500 mil. Nos últimos três anos, a empresa comprou 45 baús 100% alumínio. “Uma carroceria impacta diretamente o consumo do caminhão e, se feita de alumínio, me traz ganhos tanto na economia de combustível (porque é mais leve) quanto no desgaste dos componentes, das peças, dos pneus e da manutenção em geral”, diz Flavio Leão, gerente de logística da CIAL. A frota da CIAL, com 160 unidades, é composta por caminhões de carga pesada e leve, com baús em ferro, aço, e até mesmo modelos pouco utilizados atualmente, como o Gaiolão (reboque de cana) – cobertos por encomenda da própria empresa. Mas, para ele, a adoção do metal leve é uma tendência do mercado. “Se não mudar minhas carrocerias para o alumínio vou ter problemas lá na frente porque não conseguirei atender às demandas na qualidade exigida, na velocidade que preciso e com um custo aceitável”, diz. De acordo com ele, a versão híbrida também traz maior custo operacional. “A gente teve experiência com esses modelos e não valeu a pena porque o abrir e fechar dessas portas traz muita manutenção e troca de peças”, diz. Somada às empresas franqueadas que estão ampliando sua frota, a Brasal Refrigerantes também adquiriu 26 carrocerias de bebidas para distribuição de produtos Coca-Cola no Distrito Federal, parte de Goiás e Minas Gerais. Custo vale a pena
Em geral, a maioria das unidades para transporte de bebidas Coca-cola são rebaixadas e com portas roll-up, para facilitar o acesso à carga. As carrocerias são fechadas, em atendimento a demanda da própria marca de proteger as bebidas contra as intempéries que acabam alterando a cor, o sabor e o aspecto (embalagem) dos refrigerantes. Os baús de 10 pallets levam 2 toneladas de alumínio e são, em média, 30% mais caros que o mesmo modelo em aço. Mas as transportadoras são unânimes em dizer que o custo vale a pena. “Compensa porque compramos algo que dura quinze anos com pouquíssima ou quase nenhuma manutenção”, diz Leão. Augusto Pinto, da Randon, conta que na Ipiranga Refrescos, por exemplo, a mesma carroceria está sendo usada atualmente na quarta geração de caminhões. Entretanto, quando se trata de frotas terceirizadas, a relação de custo/benefício traz mais vantagens ao modelo híbrido. “Quando se trabalha com terceiros, são contratos de 3 a 5 anos apenas e, nesses casos, o custo de uma carroceria pura em alumínio não compensa”, diz Paulo Mendes, da Coca-cola. Foi pensando nisso que a Coca-Cola FEMSA, depois de 20 anos sem renovar seus veículos, escolheu os baús híbridos, com portas roll-up, para equiparem os 480 caminhões Mercedes-Benz da frota que presta serviços à empresa.
No modelo, o alumínio é aplicado aos componentes móveis (persianas, por exemplo) e às colunas (trilho) por onde as persianas correm. Essas partes requerem um material mais resistente à abrasão (uma vez que estão expostos) e leve e flexível (para abertura e fechamento das portas). “Com alumínio, conseguimos aumentar a espessura das portas, protegendo contra colisão e vandalismo, e facilitar a abertura sem a necessidade de nenhum mecanismo de levante sofisticado”, diz Augusto Pinto, da Randon. Mas a principal aplicação é o teto, feito a partir de uma chapa laminada única com largura de 2,40 m por 2,60 m de comprimento que, por não ser produzida no Brasil nessas dimensões, é importada da Europa e dos Estados Unidos pela Randon. “Com o tempo, um teto com emendas sofre a pressão da carroceria e acaba fissurando e permitindo a passagem de poeira e de água, comprometendo as condições originais do produto transportado”, explica Pinto. “Já com a chapa única de alumínio, isso não acontece”. Veja as especificações técnicas da Carroceria Rebaixada de Alumínio para transporte de bebidas Randon
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