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Autores já estudam aplicação de materiais alternativos. Saiba qual a redução de poluentes em cada componente de alumínio. O consumo de combustível por quilômetro rodado dos carros norte-americanos será contingenciado. Depois da assinatura de George W. Bush da lei que obriga os fabricantes da indústria automotiva e de transportes a aumentarem a economia de combustível de seus veículos para 35 milhas por galão (aproximadamente 15 km/litro) até o ano 2020, a atualização da nova norma CAFE, sigla em inglês para Corporate Average Fuel Economy (Média Corporativa para Economia de Combustível), pretende transformar o processo de fabricação de veículos – nos EUA e no mundo. Entre os materiais mais cotados para essa nova fase da indústria automotiva norte-americana e, por conseqüência, global, está o alumínio, dado suas propriedades de alta resistência e leveza. O potencial de abatimento de massa de veículos por meio do uso do metal se torna óbvio quando comparada a diferença de massa do próprio material (2,7 g/cm³) com ligas ferrosas (7,8 g/cm³). Certamente essa é uma visão simplista, se observada isoladamente, mas as vantagens obtidas com o alumínio por meio de tecnologias específicas – como extrusão e injeção, que permitem a obtenção de peças resistentes, com geometrias complexas, estreitas tolerâncias dimensionais e funções integradas –, garantem soluções de projeto que reduzem ainda mais o peso e a quantidade de componentes, possibilitando a fabricação de carros mais econômicos. Segundo o Instituto de Energia e Pesquisa Ambiental da Alemanha, (Institut für Energie und Umweltforschung Heidelberg GmbH - IFEU), veículos de passageiros com 100 kg a menos, por exemplo, economizam, durante seu ciclo de vida, de 300 a 900 litros de combustível. Em outras palavras, é como se um carro que consome 10 km/l em média, deixasse de consumir o combustível necessário para uma viagem de ida e volta de Porto Alegre a São Luis do Maranhão. Redução por componente Mas se o peso do veículo é tão determinante para a otimização de combustível e, portanto, para redução de emissão de CO2, qual a economia proporcionada por cada componente fabricado em alumínio, e não em aço, por exemplo? Essa foi a pergunta que norteou o recente estudo do Instituto Internacional do Alumínio (International Aluminium Institute - IAI), chamado de “Desenvolvendo a sustentabilidade no setor de transporte por meio de redução de peso e aplicação do alumínio”. A pesquisa analisou os principais componentes automotivos fabricados com o metal não-ferroso e a conseqüente participação de cada item na redução do peso total do veículo. Um dos principais resultados é que, na aplicação automotiva, cada quilograma de alumínio utilizado em substituição a materiais pesados (como aço e ferro fundido) evita, a depender do componente, a emissão de até 20 kg de gases causadores do efeito estufa (durante a vida útil de um veículo – 200 mil km). Alguns casos merecem destaque. A aplicação do alumínio na estrutura de pára-choques ficou 2,6 kg mais leve que a de aço de alta resistência, o que significa que um carro que roda 200 mil km deixa de emitir 48 kg de CO2 apenas pelo uso desse componente em alumínio. Na comparação entre um bloco de motor (feito em ferro fundido) de um veículo compacto, a aplicação do alumínio resultou numa diferença de peso de 14,6 kg e evitou a emissão de 328 kg de CO2. Para se ter uma idéia da representatividade desses dados e da dimensão da economia propiciada por apenas um quilograma do metal, cada litro de gasolina economizado deixa de emitir 2,4 kg de dióxido de carbono na atmosfera. Com resultados desse porte, a IAI estima que o uso de sete milhões de toneladas de alumínio aplicados à fabricação de componentes de carros de passageiros em 2006 irá resultar num potencial global de economia de aproximadamente 140 milhões de toneladas de gases causadores de efeito estufa. De acordo com a Associação Européia do Alumínio (European Aluminium Association – EAA), o maior impacto do alumínio na redução de peso veicular se dá nas aplicações em motores e em partes de transmissão, seguida de chassis e suspensão, painéis de fechamento (capôs, portas, pára-lamas), rodas e, por fim, sistemas de pára-choques. (veja tabela). Por todos esses dados, é fácil concluir que a aplicação do alumínio é factível e que este é o momento de investir na chamada “espiral do peso”.
Fontes: International Aluminium Institute, Environmental Protection Agency e Ducker Worldwide. |
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